Ao ler a frase de Bernard Shaw duas coisas pularam da minha memória. Uma muito recente. Na verdade presente. E outra já bem antiga. A primeira é que se você não percebeu no post anterior eu estou lendo o livro Catch 22 de Joseph Heller. É um livro que se passa na segunda guerra mundial mas o tema do livro não é a guerra em si mas o absurdo que é uma guerra para a pessoa. Para o indivíduo em particular que não compra bandeiras e só o que vê são outros tentando matá-lo diretamente ou indiretamente. O melhor é que Joseph encara com um humor negríssimo e engraçadíssimo. O anti-heróia Yossarian é incrivelmente sano em sua loucura. Na verdade, nada faz muito sentido no livro e muito menos numa guerra. Acho que vou postar alguns trechos do livro...A antiga coisa que me veio à mente foi a batalha de Sandman com um dos demônios no inferno. No momento em que o demônio acha que ganhou a batalha, Sandman diz que é a esperança, que vence tudo. Momento genial. Não há como vencer a esperança. Ainda mais interessante é quando Lucifer tenta impedir Sandman de sair do inferno e Sandman simplesmente abre os olhos dele: o que seria do inferno se todos os que estão alí presos não sonhassem com o céu?! Sonhar e ter esperança sempre andam de mãos dadas.
Como dizia um amigo, o bar esperança é o último que fecha. Depois dele só desespero. Será que Gaiman lia Bernard Shaw?

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